Medicina Nuclear

Conheça a Cintilografia Renal Dinâmica, Entenda Como Funciona

Tudo Sobre a Cintilografia Renal Dinâmica

Hoje vamos falar sobre o exame de Cintilografia Renal, conhecendo as principais indicações da Cintilografia Renal Dinâmica e como funciona o exame. Vamos conhecer também o radiofármaco DTPA, responsável pela aquisição de imagens no exame.

Como Funciona o Exame de Cintilografia Renal Dinâmica?

É o exame de imagem da medicina nuclear que estuda a função renal, a formação e a excreção da urina para a bexiga. O paciente é posicionado em decúbito no equipamento Gama Câmara e é injetado por via venosa um radiofármaco chamado Ácido Dietileno Triamino Pentaacético – DTPA, que é marcado com Tecnécio 99m, em alguns casos é realizada a administração de um medicamento diurético para estimular a diurese durante o exame. O preparo para o paciente antes do exame é estar bem hidratado.

As imagens mostram a função vascular e a entrega do DTPA nos rins e, depois a seu trajeto para a bexiga. É possível determinar o tempo em que o radiofármaco realiza todo o trajeto, permitindo avaliar áreas obstruídas.

Além do DTPA outro radiofármaco também pode ser utilizado na Cintilografia, o MAG3, a diferença entre os dois radiofármacos é a forma como são eliminados:

O DTPA é eliminado pela filtração glomerular, ou seja, o radiofármaco é transportado junto a água, eletrólitos e uma pequena quantidade de proteínas para a cápsula renal sendo realizado o processo de filtração nos néfrons, por fim é direcionado para os túbulos renais e é transformado em urina, o DTPA permite estudar a função glomerular.

O MAG3 é eliminado pelo fluxo plasmático renal, sendo 80% pela secreção tubular e 20% pela filtração glomerular. Na secreção tubular o radiofármaco MAG3 é transportado junto com as outras substâncias para o interior dos túbulos renais e transformado em urina, assim sendo, o MAG3 tem 80% de eliminação diferente do DTPA.

Principais Indicações do Exame de Cintilografia Renal Dinâmica

  • Avaliação da função glomerular dos rins.
  • Avaliação da via excretora renal.
  • Avaliação pós transplante renal.
  • Avaliação do fluxo sanguíneo renal.

O exame ainda pode complementar achados anatômicos de outros métodos, sendo utilizada com dados funcionais de patologias de malformações renais, insuficiência renal aguda e crônica, traumas, tumores renais, glomerulonefrite e pielonefrite.

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Até a Próxima.

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