Diagnóstico por Imagem

Evolução dos Processamentos Radiográficos, Saiba Mais Sobre CR e DR

Conheça a Evolução do Processamento de Imagens Radiográficas

Olá pessoal, tudo bem? Neste artigo vamos conhecer a evolução do processamento de imagens radiográficas, começando pela radiografia convencional e seu métodos de revelação, passando pela radiografia computadorizada até chegar na radiologia digital. A radiografia é um importante método da Radiologia e do Diagnóstico Por Imagem.

Radiologia Convencional

radiologia digital
radiologia digital

A radiologia convencional ou radiografia convencional foi o primeiro método de imagem a ser introduzido. Nele é necessário um chassi com écran e filme radiográfico. O filme é colocado dentro do chassi, o chassi é posicionado dentro da gaveta bucky na mesa ou na estativa, dependendo do exame.

O raios-x é disparado da ampola em direção ao paciente, a energia interage e atravessa o corpo do paciente, chegando até o chassi, onde interagem com os haletos de prata do filme radiográfico, produzindo uma imagem latente. A imagem obtida no exame já existe, porém, é invisível na imagem latente do filme.

O objetivo do processamento radiográfico é transformar a imagem latente em imagem visível. Na radiologia convencional o processamento radiográfico é realizado através de substâncias químicas.

Dentro da câmara escura, o profissional vai utilizar três tanques com diferentes substâncias: revelador, fixador e água. Neste processo, o profissional vai utilizar um gancho (colgadura) para mergulhar o filme radiográfico no revelador, depois na água para uma lavagem intermediária, em seguida no fixador e na água novamente.

Por fim, o filme irá passar por um processo de secagem, que pode ser colocado em uma espécie de varal ou em uma estufa.

Existe um outro processo que é realizado na processadora automática, também realizado dentro da câmara escura, o filme é introduzido em compartimento da processadora, onde passa pelo mesmo processo, porém, sem a necessidade de uma lavagem intermediaria, passando assim pela revelação, fixação, lavagem e secagem. A secagem é feita por um vapor emitido na própria processadora automática.

Desta forma é realizada o processamento radiográfico na radiologia convencional, transformando a imagem latente em imagem visível.

Radiologia Computadorizada

radiologia digital
radiologia digital

Na radiologia computadorizada é utilizada o mesmo mecanismo para formação de imagem da radiologia convencional, porém, o chassi com filme-écran é substituído por um placa de fósforo e não é necessário a câmara escura.

O chassi é posicionado na gaveta bucky antes do exame ser realizado. A energia dos raios-x é disparada em direção ao paciente e interage com a estrutura a ser visualizada e com o chassi. No chassi, o fósforo é ionizado e armazena elétrons de alta energia, diferenciando os tecidos do corpo irradiado no exame, assim como os haletos de prata na radiologia convencional.

O chassi é introduzido em um equipamento chamado Leitora de CR. Ao inserir o chassi no equipamento, é realizada uma leitura com um laser. Este laser faz com o que os elétrons liberem energia em forma de luz.

A luz emitida pelos elétrons é captada por um sistema que transforma a luz em sinais elétricos (analógicos), estes sinais por sua vez são direcionados para decodificadores, transformam os sinais analógicos em sinais digitais, que por meio de sistemas computadorizados, são transformados em imagens visíveis na tela do workstation.

O workstation é um equipamento que permite que as imagens seja manipuladas, como introduzir um texto, inserir uma marcação, inverter cores, dar zoom e distribuir os arquivos de imagem para o sistema RIS do hospital ou clínica.

Radiologia Digital

radiologia digital
radiologia digital

Na radiologia digital ou radiografia digital não é utilizado chassis, como na radiografia computadorizada. O aparelho de radiografia digital é diferente dos aparelhos utilizados na radiografia computadorizada e radiografia convencional.

O exame é realizado da mesma maneira, o paciente é posicionado para o exame, porém, o aparelho possui um arco, no final do arco tem o receptor de imagem. O receptor de imagem é móvel, podendo ser movimentado de acordo com o exame pretendido.

Por exemplo, para um exame de mão, o receptor de imagem e a ampola são direcionados como são direcionados durante um exame na radiografia convencional e computadorizada. Para um exame de tórax, o receptor e a ampola se direcionam para realização do exame com o paciente em ortostase.

Desta forma, a sala de raios-x ganha mais espaço, pois não é necessário uma estativa e uma mesa de exame fixa.

A radiologia digital surgiu com o avanço da tecnologia computacional. O receptor de imagem do aparelho possui um sistema que captura a intensidade dos raios-x depois da interação com os tecidos do corpo e transformam diretamente na imagem para o diagnóstico na tela do workstation.

Esse sistema funciona por conta de três elementos: captura, detecção e acoplamento.

Captura

A captura é o receptor do sistema de imagem digital. Este sistema é chamado de Dispositivo de Carga Acoplada (DCA). O Dispositivo de Carga Acoplada é constituído de elementos sensíveis a luz. Esta sensibilidade tem a capacidade de capturar baixas variações de ondas eletromagnéticas, detectando baixos estímulos de radiação. Outra característica importante do DCA é capturar uma grande faixa de energia. Isso representa uma detecção de estímulos muito baixos (com imagens claras) e estímulos muito altos (com imagens escuras).

Acoplamento

O elemento de acoplamento faz a ligação entre o sistema de captura e o elemento de detecção. Transmitindo as informações por meio de dados integrados.

Detecção

Na detecção é realizada a leitura das informações capturadas pelo Dispositivo de Carga Acoplada, que foram enviadas pelo elemento de acoplamento. Estas informações são transformados diretamente em imagem por meio de sistemas computadorizados.

As imagens digitais podem ser distribuídas para qualquer setor do hospital ou clínica e mesmo serem enviadas para ser laudadas em outros locais fora do hospital. Para isso, precisamos entender outros conceitos como DICOM, PACS, RIS, HIS e Telerradiologia, que iremos abordar em um próximo artigo.

Até a próxima.

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