Diagnóstico por Imagem

Urografia Excretora. Posicionamentos Radiológicos Adicionais

Conheças os Posicionamentos Radiológicos Adicionais da Urografia Excretora

Olá Amigos e seguidores do Radiologia Blog. Dando continuidade ao tema abordado na última publicação, continuarei a abordar o exame de Urografia Excretora.

Na publicação anterior, fiz uma abordagem sobre o exame como um todo. Procedimentos radiológicos, protocolo de rotina, etc… Nesta segunda parte, irei abordar incidências e casos que fogem da rotina. Sabemos que cada paciente é um caso, portanto a “rotina” nem sempre é aplicada a todos.

Aprendemos a seguir (e o porquê seguir), os tempos para cada radiografia. Mas quando o paciente possui alguma patologia específica ou mesmo uma fisiologia diferenciada do trato urinário, devemos deixar o protocolo de rotina de lado.

Existem várias patologias que nos obrigam a fugir da rotina. Hoje abordarei apenas as principais e mais comuns. Então vamos a elas.

Em determinados casos, de acordo com algumas patologias, deve-se realizar incidências adicionais como, por exemplo, oblíquas direita ou esquerda, decúbito ventral ou decúbito ventral com compressão lateral localizada.

O tempo de duração do exame também pode sofrer alteração devido a retardo renal, estreitamento do ureter ou ainda obstrução do ureter e pelve renal ocasionada por cálculos.

Nestes casos, o protocolo de rotina deve ser alterado de acordo com a dificuldade encontrada.

Tempo

Pacientes que apresentam retardo na filtragem renal, não seguirão o protocolo 5, 10, 15, 25. Neste caso, será possível visualizar, já na primeira radiografia (5 minutos), o retardo em um ou em ambos os rins.

Fica difícil determinar como regra o tempo para as próximas incidências. Profissionais mais experientes e já acostumados com esses casos saberão orientar sobre qual o tempo de espera para próxima radiografia, que pode variar entre trinta minutos, uma hora, duas horas ou mais…

Caso você não tenha conhecimento suficiente para determinar este tempo, SEMPRE pergunte ao Radiologista, sobre qual procedimento tomar. Já realizei exames em que foi realizada a última radiografia, 24 horas após o início do exame. (lembrando que é fundamental que o contraste seja excretado pelo rim para que o exame possa ser finalizado).

A dica que fica para os iniciantes é a seguinte: ninguém irá deixar o paciente deitado na mesa de exame até a próxima radiografia (que pode ser dentre 1 ou 2 horas), portanto ao retirar o paciente da sala, devemos informá-lo que o exame NÃO acabou, portanto o paciente continua em jejum e NÃO deve beber água (em alguns casos nem urinar).

Muitos profissionais esquecem de relatar isto ao paciente e o mesmo acabam ingerindo água.

Imagem
Imagem

A primeira imagem é após 20 minutos e a segunda imagem após 120 minutos.

urografia
urografia

Outro caso que possivelmente irá mudar o protocolo de rotina é quando o paciente tem obstrução ocasionada por cálculos. Se observarmos dificuldade do meio de contraste em passar pelo local do cálculo, devemos realizar incidências com compressão localizada ou mesmo decúbito ventral. O tempo também pode sofrer alteração neste caso, fazendo com que o exame se estenda por mais tempo.

Outro caso muito comum é visualização parcial de todo ureter. Quando não conseguirmos visualizar todo o ureter, levamos o radiologista á seguinte dúvida: “Estenose, obstrução, dobras ou simplesmente o contraste já passou?” Neste caso devemos fazer uma radiografia oblíqua, mostrando outro ângulo da região.

Suspeita de cálculos
Suspeita de cálculos

Adotamos o mesmo procedimento quando á suspeita de cálculos obstruindo a passagem do meio de contraste.

Decúbito Ventral Com Compressão Renal

Sabemos que a pelve renal, na maioria das vezes, fica localizada na parte medial (interna) no caso de visualizarmos o rim na posição anatômica. Isso ajuda na excreção da urina pelos ureteres. Mas alguns pacientes possuem esta parte anatômica diferenciada. Em alguns casos a pelve renal de um ou de ambos os rins não estão localizados na lateral (medial) do rim.

Nestes casos, o contraste (urina), acumula-se no rim, tornando difícil a excreção. (Não estamos falando de retardo, pois no caso de retardo caracteriza-se na dilatação do rim. Neste caso o rim não sofre dilatação).

urografia
urografia

Quando realizarmos uma urografia, em que o contraste fica retido no rim, sem dilatação do mesmo, possivelmente a pelve renal deste paciente se localiza na parte anterior do rim. Neste caso, deitamos o paciente em decúbito ventral, e colocamos um objeto radiotransparente (toalha, mofada, isopor), embaixo do rim com retenção. Desta forma comprimimos o rim e permitimos que o contraste dessa naturalmente pela pelve anterior até chegar á bexiga.

Existem outros casos, outras patologias e outros posicionamentos, mas por hoje ficamos por aqui.

Espero ter ajudado.

Até o próximo artigo!

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