Medicina Nuclear

Descomplicando a Medicina Nuclear

Conheça a História e as Principais Aplicações da Medicina Nuclear

Olá, este é o primeiro de uma série de artigos que vai descomplicar de vez a Medicina Nuclear. Vamos viajar pela ciência da medicina nuclear e conhecer os métodos de uma maneira simples e de fácil entendimento.

História da Medicina Nuclear

A descoberta da radioatividade pelo francês Henri Becquerel, em 1896, caracterizou um importante passo inicial. O trabalho com fontes radioativas naturais realizado pelo casal franco-polonês Pierre e Marie Curie, em meados de 1898, representou o avanço.

A indústria, a agronomia e a medicina vêm sendo amplamente beneficiadas a partir de então, conquistando possibilidades anteriormente não existentes.

Medicina Nuclear
Medicina Nuclear

O ramo médico passou a contar com as radiações ionizantes – incluindo aquelas oriundas de núcleos atômicos instáveis – para fins de diagnóstico e de terapia, proporcionando maior qualidade e expectativa de vida para a sociedade.

Uma das maiores representantes do legado que a radioatividade proporcionou à humanidade é a Medicina Nuclear. Trata-se de uma especialidade que utiliza fontes abertas de radionuclídeos, objetivando o diagnóstico ou tratamento de doenças no ser humano.

Independente do caso, um material radioativo é administrado in vivo ao paciente, após ter sido associado a um fármaco de distribuição fisiológica específica para determinados órgãos ou células. Ao produto da associação entre o radionuclídeo e o fármaco é atribuído o nome radiofármaco.

Aplicações da Medicina Nuclear

Medicina Nuclear
Medicina Nuclear

A medicina nuclear pode ser empregada como agente terapêutico, como no uso do iodo-131, que é um elemento de captação dirigida para a tireoide, aplicado no tratamento do hipertireoidismo ou de neoplasia deste órgão.

Além da terapia, a mesma pode atuar no ramo diagnóstico, o que, aliás, constitui a maioria dos procedimentos. Neste âmbito a medicina nuclear realiza exames que permitem a avaliação funcional fisiológica dos tecidos em estudo, ao contrário da maioria dos outros métodos de diagnóstico por imagem, que priorizam a avaliação estrutural (anatômica)das estruturas abordadas.

Nos procedimentos, um radiofármaco é administrado ao paciente, visando o estudo de sua diferença de distribuição pela região anatômica de interesse.

A visualização dessa distribuição ocorre através de imagens captadas por um equipamento conhecido como gama-câmara, que produz o exame conhecido como tomografia computadorizada por emissão simples de fóton, do inglês single photon emission computed tomography, popularmente chamada de SPECT.

Medicina Nuclear
Medicina Nuclear

Moderna, a medicina nuclear diagnóstica conta também com a tecnologia denominada tomografia por emissão de pósitrons, do inglês positron emission tomography, comumente referida como PET.

Essa tecnologia se tornou tão bem aceita dentro da comunidade médica e radiotecnológica que passou a ser incluída na norma nuclear (NN) 3.05 da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

Medicina Nuclear
Medicina Nuclear

A CNEN trata-se de uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, responsável por ações de pesquisa, promoção e desenvolvimento na área de tecnologia nuclear e suas aplicações para fins pacíficos.

A mesma regula, licencia, autoriza, controla e fiscaliza essas práticas em todo o território nacional. A norma NN 3.05 é o regulamento da CNEN que dispõe sobre as obrigatoriedades de segurança e proteção radiológica dentro da medicina nuclear, mas esses e outros assuntos serão temas para novas oportunidades.

Saudações radiológicas!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Botão Voltar ao topo