Quando se diz que uma pessoa é um grande sonhador, dependendo de quem seja esta pessoa, ou seja, se esta for alguém com certo destaque ou projeção, ou mesmo que tenha nascido em “berço de ouro”, logo é reconhecida como um idealista, um visionário, um virtuoso. Por outro lado, se a figura em questão for um ilustre desconhecido, um… “desprovido de virtudes natas” – pobre -, é logo sentenciado como sendo um lunático, um ingênuo, um fantasioso – alguém que não tem nada melhor pra fazer na vida; alguém que tá mesmo é precisando de uma boa e velha “trouxa de roupas pra lavar” ou um “terrenin prá capiná”.
É óbvio que no meu caso, a segunda definição era a mais preferida por todos.
Ontem fiz uma caminhada enorme – gosto muito de caminhar -, e enquanto caminhava fiz esta reflexão. Como fui podado em meus sonhos! Como fui frustrado em meus sonhos! Como fui “zoado” pelos meus sonhos! Como fui criticado pelos meus sonhos!
Por outro lado, ao longo da minha vida, como tive “vampiros” ao redor de mim, ávidos por sugarem os meus sonhos, e assumi-los prá si, como se deles fossem os seus reais possuidores! Calei-me.